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Nova lei amplia licença-paternidade para até 20 dias no Brasil

Por ECX Online

Os pais brasileiros terão mais tempo para acompanhar os primeiros dias de vida dos filhos. Foi sancionada uma nova lei que amplia a licença-paternidade de cinco para até 20 dias, além de criar o salário-paternidade, benefício que garante renda durante o período de afastamento.

A medida foi oficializada com a publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º) e tem como proposta incentivar a participação ativa dos pais no cuidado com os filhos, promovendo maior equilíbrio nas responsabilidades familiares.

A ampliação do prazo não será imediata. O aumento será gradual: a licença passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e chegará a 20 dias a partir de 2029. O direito vale em casos de nascimento, adoção ou guarda para fins de adoção, sem prejuízo ao emprego ou ao salário.

Outra mudança importante é a ampliação do alcance do benefício. Além dos trabalhadores com carteira assinada, a nova legislação inclui microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores domésticos, avulsos e segurados especiais, garantindo acesso tanto à licença quanto ao novo auxílio financeiro.

O texto também reforça a proteção ao trabalhador, prevendo estabilidade no emprego desde o início da licença até um mês após o término. Há ainda a possibilidade de prorrogação em situações específicas, como internação da mãe ou do bebê, ou quando o pai assume integralmente os cuidados.

A lei também contempla pais adotantes e responsáveis legais em diferentes configurações familiares, incluindo casos de ausência materna ou falecimento de um dos genitores. Para crianças com deficiência, o período de afastamento poderá ser ampliado.

No campo previdenciário, o salário-paternidade passa a integrar o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O pagamento poderá ser feito pelo INSS ou pela empresa, com compensação, seguindo modelo semelhante ao salário-maternidade. O valor varia conforme o tipo de trabalhador, podendo ser integral, baseado na contribuição ou equivalente ao salário mínimo.

A medida tem origem em um projeto aprovado pelo Congresso Nacional e representa um avanço na legislação trabalhista, ao reconhecer a importância da presença paterna e do compartilhamento de responsabilidades no cuidado com os filhos.

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