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Mais de 2 mil pinguins são encontrados mortos em Florianópolis

por ECX Online

Mais de 2 mil pinguins foram encontrados mortos em praias de Florianópolis em quatro meses — 293 apenas na última quinta-feira (9), segundo a Associação R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na região.

De acordo com a organização, 2.210 aves foram localizadas entre março (primeiro registro do ano) e a última sexta-feira (10), mas apenas 148 com vida. Os números, no entanto, conforme os especialistas, estão dentro da normalidade e seguem o padrão observado em temporadas passadas.

A Praia de Moçambique, no Leste da Ilha, concentrou o maior número de registros, com 106 pinguins no período. Em seguida, vem a Praia dos Ingleses, no Norte, com 69.

No mesmo dia, apenas seis pinguins foram resgatados vivos.

Em 2025, a equipe de monitoramento da capital chegou a registrar mais de 2.700 pinguins. Do total, 2.615 foram encontrados mortos.

Mortes ocorrem durante ‘viagem’

 

A migração dos pinguins-de-Magalhães em direção ao litoral brasileiro ocorre anualmente entre os meses de maio e junho.

Fugindo do frio rigoroso, as aves deixam suas colônias reprodutivas na Patagônia Argentina e nas Ilhas Malvinas, pegando correntes marítimas em busca de alimento. Devido à exaustão da longa viagem, muitos animais acabam sucumbindo pelo caminho.

A maioria das mortes ocorre entre os indivíduos mais jovens. De acordo com Stella Ferrari, técnica de monitoramento do PMP-BS/R3 Animal, a inexperiência pesa contra a sobrevivência dessas aves:

“A maioria dos pinguins que encontramos são jovens, que estão em sua primeira migração e se perdem do bando devido à inexperiência. Eles encalham na praia já mortos ou debilitados, com sinais de hipotermia e caquéticos”, explica Ferrari.

Além do desgaste natural e biológico da jornada, fatores de interferência humana, como a poluição dos oceanos e a captura acidental em redes de pesca, agravam o quadro de vulnerabilidade da espécie.

A estimativa é que os pinguins continuem a aparecer na costa catarinense até setembro ou outubro, período em que os sobreviventes iniciam a rota de retorno às suas colônias de origem.

Como funciona o resgate?

 

O monitoramento das praias de Florianópolis é feito de forma diária, afirma a R3 Animal

  • Dependendo do estado de conservação da carcaça, eles são direcionados para exames de necropsia com o intuito de detalhar e confirmar a causa da morte.
  • Já as aves debilitadas encontradas vivas são levadas emergencialmente ao Centro de Reabilitação da R3 Animal. Lá, recebem o tratamento veterinário necessário para estabilização da saúde até estarem aptas para a soltura e reintrodução à natureza.

A associação reitera que o recolhimento só ocorre quando o animal está efetivamente na faixa de areia.

Caso pinguins sejam avistados nadando ou se alimentando próximos à costa, o resgate não deve ser acionado, pois é um comportamento natural de repouso temporário no mar.

O que fazer ao encontrar um pinguim na praia?

 

Para garantir a segurança sanitária da população e o bem-estar do animal, a R3 Animal orienta os banhistas a seguirem rigorosamente as seguintes instruções de manejo:

  • Não devolva o animal ao mar;
  • Não coloque o pinguim em contato com água ou gelo;
  •  Não tente alimentá-lo;
  • Não toque nem faça carinho no animal;
  • Mantenha animais domésticos (como cães e gatos) afastados;

 

Acione o resgate imediatamente pelos números de atendimento do PMP-BS/R3 Animal: (48) 3018-2316 ou 0800 642 3341 (disponíveis diariamente, das 7h às 17h).

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