Candidatura feminina ao Governo de SC é a primeira a ser confirmada após convenção da UP
por ECX Online
O primeiro partido a confirmar a candidatura para o Governo do Estado em Santa Catarina foi a UP (Unidade Popular) na segunda-feira (20). Aprovadas por unanimidade na convenção do partido realizada na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis, Laís Chaud e Nathália Melo serão candidatas a governadora e vice-governadora do Estado, respectivamente.
A chapa marca a única composta por mulheres na disputa das Eleições Gerais de 2026 no estado. Além delas, para o Senado, foram confirmadas Marlene Soccas e Ana Lúcia da Silveira e, para deputados federais, Amanda Wenceslau e André Drejan, único homem a compor as candidaturas da UP.
Laís Chaud destacou a importância da formação das candidaturas, valorizando a presença feminina: “As trabalhadoras em Santa Catarina vão encontrar na nossa candidatura não só a força para lutar contra a violência, mas para decidir sobre a economia do Estado, as políticas para suas vidas. As mulheres serão poder!”, disse.
Entre as pautas defendidas pelo partido estão a defesa da vida das mulheres catarinenses — das quais mais de 30 já foram vítimas de feminicídio em 2026 —, o aumento de 100% do salário mínimo e o fim da escala 6×1.
Laís Chaud deverá ser a única mulher candidata ao Governo de SC
Laís Chaud, principal nome das candidaturas, é uma liderança dos movimentos por moradia e pela reforma urbana, sendo coordenadora nacional do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas). Também compõe o Movimento de Mulheres Olga Benário, coletivo pelo fim da violência contra as mulheres.
Foi durante o curso de Psicologia na UFSC que iniciou sua trajetória política ao atuar no movimento estudantil em gestões do Centro Acadêmico Livre de Psicologia. Em 2020, filiou-se à UP e fez oposição ao Governo Bolsonaro.
Já sua vice, Nathália Melo, é trabalhadora diarista de limpeza e faz parte da coordenação estadual da Frente Negra Revolucionária, movimento contra o racismo e as violências nas favelas e periferias. Ainda fez parte da Ocupação de Mulheres Liberata, com destaque para a luta pela vida das mulheres.








