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Câmeras de segurança flagraram momento que empresário foi executado a tiros na frente da filha de 7 anos em SC

por ECX Online

Câmeras de segurança registraram o momento em que o empresário Rafael Alexandre Régis, de 36 anos, foi morto a tiros no início da tarde de quarta-feira (30), na Rua dos Biguás, no bairro Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ele estava acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, que presenciaram o crime.

Segundo a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), dois homens armados aguardavam dentro de um Volkswagen Up branco estacionado na rua. Quando Rafael se aproximou da própria caminhonete, os suspeitos desembarcaram e efetuaram diversos disparos contra ele.

As imagens, obtidas pelo Cidade Alerta, mostram os dois homens correndo em direção à vítima. Um deles estaria armado com um fuzil e o outro com uma pistola. Após os disparos, a dupla retorna ao veículo e foge do local.

Rafael foi atingido a curta distância e morreu ainda na rua. Nas imagens, é possível ver ele caminhando com a filha em direção ao veículo para levá-la à escola. Já a esposa, acompanhava a movimentação do outro lado da via.

A Polícia Civil e a Polícia Militar investigam o homicídio para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.

Dois veículos que teriam relação com a execução já foram localizados. O primeiro é o Volkswagen Up branco usado pelos atiradores e registrado nas imagens de segurança.

A polícia também encontrou um Citroën C3 preto, que teria sido utilizado para dar cobertura à ação criminosa. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos presos ou sobre a possível motivação para o assassinato.

Quem era o empresário executado na frente da filha

Rafael Alexandre era dono de uma empresa que atua no ramo de locação de máquinas e equipamentos comerciais e industriais.

Um amigo de infância da vítima, que preferiu não ser identificado, compartilhou um relato ao ND Mais lamentando a morte de Rafael. O homem estudou com o irmão de Rafael no colégio Nossa Senhora de Fátima, no bairro Estreito, em Florianópolis, e acompanhou a trajetória da família ao longo dos anos.

“Ele era um guri muito bom… um guri excepcional, um grande pai, um baita dum maridão”, relatou. Segundo o amigo, o empresário nunca teve envolvimento com criminosos.

“Nunca teve passagem pela polícia, não usava droga, mal bebia. Não era um cara de festa, era superfamília. Até agora a gente está sem entender nada. Ele ajudava o pai, ajudava a mãe, tentou de todas as formas ajudar o irmão (usuário de drogas). Um guri educadíssimo que nunca incomodou ninguém desde a infância.”

Rafael também era conhecido e estimado por seu envolvimento na cultura gaúcha e sua participação ativa nas atividades do CTG Os Praianos, localizado em São José.

“Ele era um rapaz que gostava muito da tradição gaúcha, laçava em rodeio. A filhinha dele, com sete anos ali, já laçava a ‘vaca parada’. Ele fazia parte ali do CTG Os Praianos, todo mundo gostava. Um cara exemplar… dá vontade de chorar”, concluiu o amigo.

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