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Venda falsa de apartamento em área nobre de Blumenau foi estopim para prisão de ex-secretário, revela Gaeco

por ECX Online

Investigações sobre corrupção dentro da prefeitura de Blumenau, entre 2021 e 2024, revelaram informações desencontradas, que resultaram em duas detenções nesta quarta-feira (7).

A segunda fase da operação Sentinela, deflagrada na manhã desta quarta-feira (7) pelo Gaeco, concentrou-se nas suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, falsidade ideológica, falso testemunho e obstrução da justiça durante as investigações. Um ex-secretário municipal e um empresário de Blumenau foram presos preventivamente, além do cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis.

O Ministério Público pediu pela prisão do ex-servidor André Espezim e do dono de uma produtora de audiovisual, Leonardo de Souza, por conta de uma inconsistência observada durante as investigações. Depois da operação Sentinela em maio deste ano, os investigadores perceberam que Espezim teria tentado apresentar documentações falsas para justificar a movimentação de uma quantia expressiva.

Leonardo, então, teria ajudado o ex-servidor ao afirmar para a polícia que comprou de Espezim um loft na Alameda Rio Branco, região nobre de Blumenau. Ocorre que os documentos apresentados para comprovar a negociação tinham datas incompatíveis. Ou seja, o ex-funcionário público teria demonstrado que revendeu o imóvel em 2024, um ano antes de comprá-lo junto à construtora.

A suspeita do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é que o contrato foi simulado para disfarçar repasses vindos do esquema de corrupção — que inclusive só teriam parado em abril deste ano, às vésperas da primeira fase da Sentinela.

Com o valor de cerca de R$ 270 mil, Espezim teria quitado um apartamento na praia, em Itajaí. Os investigadores também descobriram que uma empresa financeira, que teria feito empréstimos a Espezim, alertou o ex-servidor sobre a investigação após a polícia solicitar, sigilosamente, dados bancários do suspeito.

Assim, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa dos dois e outros três investigados, dois deles ligados à empresa em questão. Além dela, outras três empresas receberam a “visita” dos agentes nesta manhã (uma delas a de Souza). A promotoria solicitou a indisponibilidade de dois bens de Espezim: o apartamento na Praia de Cabeçudas, em Itajaí, avaliado em mais de R$ 1 milhão, e o loft na Alameda, em Blumenau.

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