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Audiência apresenta cenário das contas públicas até agosto na cidade de Indaial

por ECX Online

A Câmara de Vereadores realizou uma audiência pública para a apresentação das metas fiscais de Indaial, referentes ao 2º quadrimestre de 2026, na quarta-feira (30), O contador da Prefeitura, Israel Moretti, conduziu o encontro, detalhando os principais dados referentes às contas do município até o mês de agosto.

Metas de arrecadação

Até o mês de agosto, o município arrecadou R$ 405,48 milhões, fechando o período em R$ 17,5 milhões abaixo do esperado.

Em uma breve comparação com o primeiro quadrimestre, observou-se que, até abril, a arrecadação havia alcançado 91,31% da previsão. Já no segundo quadrimestre, esse percentual subiu para 95,85%.

Para todo o ano, a previsão de arrecadação é de R$ 652,2 milhões.

Fontes de arrecadação

A maior fonte de arrecadação permanece sendo as transferências correntes, com R$ 217,67 milhões, o que representa 53,68% do total.

Impostos, taxas e contribuições de melhorias totalizaram a receita de R$ 96,9 milhões e 23,9% do total arrecadado.

Uma das fontes de arrecadação que apresentou receita superior à prevista para o ano de 2026 foram as transferências de capital, que se referem a recursos de outros entes federativos, como União e Estado, destinados a obras, infraestruturas e outros investimentos. Enquanto a previsão era de R$ 3,9 milhões, a arrecadação até agosto atingiu R$ 14,4 milhões.

Despesas

Os dados apresentados durante a audiência demonstraram que, até o segundo quadrimestre, o município empenhou R$ 427,9 milhões para o pagamento de despesas.

O maior montante é o de outras despesas correntes, que são aquelas destinadas a manter o funcionamento dos serviços públicos no dia a dia, correspondendo a R$ 172,2 milhões.

O segundo maior grupo de despesas é o de pessoal, com R$ 169,4 milhões.

O valor destinado à amortização da dívida ficou em R$ 15 milhões, enquanto o destinado ao pagamento de juros e encargos da dívida foi de R$ 17,9 milhões.

Os investimentos somaram R$ 28,6 milhões, e as despesas extraorçamentárias, que se referem a operações entre entidades do orçamento, ficaram em R$ 24,6 milhões.

Quando separados por órgãos ou unidades, a maior fatia de recursos empenhados até o mês de agosto ficou com a Educação, somando R$ 129 milhões, cerca de 30% do total. Na sequência está a Saúde, que totalizou R$ 98,7 milhões, o equivalente a 23%.

Os recursos destinados ao INDAPREV totalizaram R$ 29,4 milhões, correspondentes a 6,88%, enquanto os destinados à Câmara Municipal ficaram em R$ 5,4 milhões, representando 1,27% do total.

Índices para Educação e Saúde

A audiência também trouxe informações quanto à aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE).

De acordo com os dados, o município aplicou o percentual de 82,05% dos recursos do FUNDEB no pagamento dos profissionais da educação básica, quando o percentual mínimo exigido era de 70%. Já a aplicação do MDE chegou a 27,95%, também acima do mínimo constitucional exigido, que é de 25% do total da receita dos impostos.

Na Saúde, o índice de aplicação também foi acima do previsto em lei. Enquanto o mínimo exigido é de 15% da receita de impostos, o município aplicou 28,74%.

Dívida Consolidada

Até agosto, o saldo da dívida do município era de R$ 166,7 milhões, correspondendo a 32,86% da Receita Corrente Liquida (RCL). Em relação ao quadrimestre anterior, houve uma redução de R$ 341 mil na dívida.

Acesse aqui a audiência pública. 

Texto/foto: Fabiane Borges – Jornalista/Analista de Comunicação
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